VIII Congresso Nacional da Psicologia

Conte sua experiência

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9 respostas para “Conte sua experiência”

  1. CRP 68553/06
    Sou psicóloga desde 2001. Além de atendimentos particulares, desde minha formatura dou atendimento voluntário.
    Trabalhei em uma “Casa da Sollidariedade”, casa dos desempregados, como ajuda ao trabalho.
    Atendi todos os casos psicológicos que o ser humano pode obter e ou possuir. Antigo ou recente, qualquer idade.
    Tudo isso me vez ver como a diferença social neste país é complexo! Portanto o voluntariado ajuda na sociedade deste país. São Paulo é uma cidade onde há lugar para todo tipo de problemas, portanto vi como seria importante a psicologia dentro de escolas, trabalhos, família, religiões, etc.
    Gostaria de mostrar e participar deste evento.

    Grata
    Marcia Simis Ehrl

  2. Dei atendimento em Conselho Tutelar, Escola Estadual, Abrigo….
    Tenho um curiculo grande dentro da Psicologia e Voluntariedade!

    Grata
    Marcia Simis Ehrl

  3. Acho que isto fortalecerá a Psicologia dentro da sociedade que considera o atendimento como tratamento para loucos… Temos que mudar nossa valorização dentro da vida!!!

    Grata
    Marcia Simis Ehrl

  4. Aparecida Donizetti Salvatierra Tadini disse:

    Foi Maravilhoso participar no Congresso em São Paulo, na Mostra Nacional da Psicologia e gratificante poder mostrar meu trabalho de Mediação Escolar no Bloco da Educação.
    Para mim foi algo inédito,uma experiência que só quem participa pode sentir, obrigada a todos do CNP pela oportunidade.

  5. Dália Matos Bezerra disse:

    A partir da experiência adquirida durante o trabalho realizado numa casa de passagem Adolescente, e no Hospital Regional de Santa Maria, foi possível verificar no discurso da maioria do público que usava abusivamente ou era dependente de álcool e outras drogas, a ausência de possibilidades de viver outra vida e outro mundo melhor, bem como capacidades de suportar determinadas frustrações do dia a dia, sendo o mundo da substância química como a única estratégia capaz de proporcionar um mínimo de prazer e o alivio imediato, tão necessário para camuflar certas lembranças indesejáveis como a falta de uma casa, de uma família, de um sonho, de uma dignidade, de um emprego, de referência e até mesmo de um bem material, enfim de uma vida.
    Também era notória a desinformação que eles têm da existência de uma política própria, que os respeita como usuário e que os considera como tal na sua totalidade, e não como a própria substância química, ou ainda que os considerem como um dependente químico e não como a dependência.
    O medo e o pavor por um tratamento que prime apenas pela abstinência, para alguém que desde tenra idade usa e abusa de álcool e outras drogas, é algo claro nos discursos deste público e, sobretudo é visto no fracasso de políticas que tem como base apenas essa prática, sem apoio dos recursos que a política pautada na redução de danos nos permite, que é trabalhar o indivíduo na sua realidade e totalidade, sobretudo a estes que fazem uso abusivo, e que têm a dependência química como conseqüência e como saída, por possuir dificuldades de enfrentar com sobriedade determinadas situações de vida oriundas ou advindas do uso abusivo de substância química ou ainda de situações de vulnerabilidade social.
    A este público, é imprescindível que os profissionais das equipes de tratamento – mais do que propor-lhes a abstinência do uso de qualquer substancia química – devem apresentá-los possibilidades que os tirem da abstinência de recursos básicos de sobrevivência e os apresentem outras possibilidades para enfrentar tais sofrimentos, bem como outras possibilidades de prazer e entretenimento das quais tem sido privado e que tem sido o gatilho que os fez refém do uso e abuso de substâncias químicas.
    Como a maioria dos que mais necessita de tratamento, negam a possibilidade de ser dependente e, portanto, de ser doente, é comum neste mesmo público a esquiva do tratamento, principalmente devido ao pavor de passar pela fissura da abstinência e por isso, teme o sofrimento da recaída e do fracasso.
    Neste sentido, a pesquisa realizada pelo MINISTÉRIO DA SAÚDE (2004), contribui bastante ao descrever que somente 23% dos dependentes de álcool e outras drogas procuraram os serviços de tratamento específico para a problemática. E muitos não os buscam por carência de recursos financeiros, bem como de recursos emocionais.
    Sendo assim, explicam-se a importância e a atualidade desta proposta, que permite ao profissional de saúde mental, não somente sair ao encontro de um público tão estigmatizado pela vulnerabilidade social e tão propenso à dependência química, mas também permite, com a ajuda de novos modelos de cuidados em saúde mental, como a articulação com as equipes de saúde da Família, bem como com outras secretarias, reinventar e desempenhar a saúde mental em rede “junto” com as instituições de abrigo e “nas” instituições de abrigo.
    Portanto, sugiro a abordagem realizada por meio de visitas ao domicílio do indivíduo (casa de passagem e/ou instituição de abrigo), como a melhor forma de um início de tratamento e prevenção junto à problemática da dependência química e da vulnerabilidade social. Tal abordagem permitiria encontrar o sujeito ainda sóbrio, com capacidade cognitiva para escutar, assimilar, conhecer e então aderir à proposta de um tratamento que se encaixa na sua realidade.
    Além das muitas razões já descritas, o acesso a este público no seu ambiente onde vive, bem como a possibilidade de inserir toda a rede do usuário no tratamento, atingindo um maior número possível de pessoas daquele local também doente e vulnerável a tantas outras comorbidades, e de reinserí-lo em seu sistema de origem, mas sadio – e reduzindo e/ou eliminando os danos acarretados em todas as áreas, devido ao uso abusivo da substancia química – seria razão de um resultado satisfatório mais rápido.
    Neste sentido, Carvalho e Cunha (2006) contribui com o Guia Prático de Matriciamento em Saúde Mental (2011, p.21) quando descreve sobre a troca da terminologia “individual” pela “Singular”. Para ele, tal troca se fundamenta no pressuposto de que nas práticas de saúde coletiva, sobretudo a atenção primária, é imprescindível atender não apenas o indivíduo, mas toda a sua conjuntura social, ou seja, o projeto terapêutico singular, pode ser familiares, coletivos e até territorial.
    Deste modo, uma vez o paciente sendo tratado tanto no ambiente CAPS ad como fora dele, e ainda contando com a manutenção do seu tratamento, e em interação com os colegas e a família, seria positivo, visto que o ambiente hospitalar do CAPS ad para alguns não é cômodo, pois causa angustia e medo de estigmas como de “drogados” e “alcoólatras”. Ao mesmo tempo, o paciente se expõe menos aos riscos de rótulos e discriminação, aperfeiçoando sua autonomia e privacidade frente às variáveis do ambiente onde convive. E ainda, aumentaria o numero de adesão ao tratamento, e diminuiria o número de faltas, desistência, bem como de possíveis recaídas.
    Além disso, é sabido que o paciente que faz uso abusivo ou é dependente de substância química, não se resume apenas no que dispõe hoje nos CAPS ads, uma vez sua reabilitação, ultrapassa a esfera da saúde. Sendo assim, para que haja eficácia na recuperação de um individuo em situação de vulnerabilidade social que vivem em abrigos – e que abusa ou é dependente de substância química – bem como prevenir o uso abusivo ou dependência, se faz urgência colocar em prática a parceria a qual prega o Plano Distrital de Enfrentamento ao Crack do Distrito Federal, que pode ser referencia para os demais estados, de que pautando na redução de danos, tratam as demais variáveis que intervém negativamente no tratamento de recuperação do dependente químico e que fogem do controle da rede de saúde, como problemas de ordem Jurídica, empregabilidade, social e transferência de renda.
    Ainda com base no Guia Prático de Matriciamento em Saúde Mental (2011, p.21), ainda que o cerne do projeto terapêutico singular seja um indivíduo somente, “olhar para os cuidados de alguém – em especial na saúde mental – exige um foco abrangente que inclui o seu entorno familiar e territorial.”.
    Sabe-se que o procedimento de reabilitação de alguém dependente de substância química por si só, já é difícil, e essa dificuldade toma uma dimensão maior quando se fala de alguém dependente de substância química, que encontram-se em situação de vulnerabilidade social e vivem em abrigos. Uma das razões para estas dificuldades são os diversos danos gerados em todas as áreas da vida desse indivíduo pela substância química. No entanto, acredita-se que o desafio maior nesta provocação de tentar ir ao encontro dessa população e reduzir os danos que causam ou é decorrentes da vulnerabilidade social, bem como a dependência química, será de reunir vontades e apoio em cada secretaria (instância) que faz parte do Plano Distrital de Enfrentamento ao Crack.
    Tais dados serviram como alicerce para o surgimento dessa proposta de construção de um atendimento de tratamento, rumo às unidades de abrigamento que possuem indivíduos que fazem uso abusivo ou são dependentes de substância química, e que demanda da mesma situação descrita acima.

  6. Fábio Soares Alvino disse:

    Sou psicólogo e trabalho no Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal. Minha área de atuação inclui um equipe muldisciplinar que atuam nos Programas Sociais do CBMDF.
    Os Programas Sociais do Corpo de Bombeiros de Brasília são ações voltadas para crianças, adolescentes e idosos da comunidade. As práticas, hoje, funcionam em 13 cidades do Distrito Federal. Os programas são os seguintes:
    Programa Aleitamento Materno – Neste programa militares do Corpo de Bombeiro fazem coletas de leite humano em todo DF com intuito de salvar vidas de bebês hospitalizados. O Programa Funciona desde 1993 e realiza mais de 100 coletas diárias.
    Programa Bombeiro Mirim – O Programa promove atividades para crinças de 07 a 14 anos que realizam em 13 quartéis atividades de primeiros socorros, salvamento, cidadania, educação complementar, aulas de trânsito, ética, atividades culturais, música, natação entre outros esportes. O Programa Funciona desde 1999 e só esse ano já atendeu 1476 crianças e adolescentes. O foco é a Prevenção do abuso de drogas e tem funcionado para isso com excelentes resultados.
    Programa Bombeiro Amigo – O Programa promove atividades para idosos desde 2001. Nos quartéis, o idoso pode fazer aula de música, de informática, horta, artesanato, coral, dança, grupos terapêuticos. As atividades são realizadas por bombeiro militar do DF que possuem graduação nas áreas. Além desses programa temos o Programa Caminhando com a Saúde e Escolinha de Futebol. Todos voltados para pessoas que não tem condições de pagar uma atividade.
    Em 2012 apresentei projeto de mestrado para UnB com o tema: Os programas sociais da segurança pública e a construção da cidadania. O projeto foi muito bem vindo e aprovado no mestrado de Direitos Humanos e Cidadania. Porém, após a entrevista nenhum psicólogo foi chamado para o curso. Achei lamentável, pois todos os candidatos formados eram da área de Direito. A universidade não se mostrou aberta para nós, não entende ainda a nossa profissão. Achei um posicionamento “Autista” uma vez que desconhece a ação e discute mil teorias internas que só ficam no papel. Enquanto isso, bem realizado, nós do CBMDF já promovemos cidadania para mais de 20.000 crianças, adolescentes e idosos no DF. Precisamos de mais apoio e conscientização de todos para os problemas sociais.

  7. Diógena Clementino Pires disse:

    Sou psicóloga há 5 anos e participar do pré- congresso na cidade de Patos – PB, depois ir ao COREP em João Pessoa, foi uma experiência maravilhosa, de cidadania, compromisso e democracia com a minha profissão e com a sociedade. Em Brasília, tenho certeza que construiremos um documento riquíssimo para os rumos da Psicologia no próximo triênio.

  8. Lucia Calixto Soares disse:

    Atuo como Psicóloga, no DEGASE (Departamento de Ações Socioeducativas), em uma unidade de internação para adolescentes em conflito com a lei, no Rio de Janeiro. Na prática diária de minha atuação como psicóloga, grande e significativo tem sido o meu aprendizado nesse processo socioeducativo, e cada vez mais eu percebo a profunda necessidade de políticas públicas efetivas, que venha a promover uma mudança minimamente eficaz e qualitativa desses jovens em completa situação de riscos e, na grande maioria, sem uma perspectiva de vida.

  9. Daiana Ventura disse:

    Olá, minha experiencia é estudantil, simplesmente é maravilhosa saber estudar, compreender e modificar conceitos nessa sociedade, onde há cada vez mais problemas. Sou estudante do 1° ano de psicologia na(UNITAU)e estou a agregar profissionais para fazer trabalhos voluntários na cidade. Bela profissão!!!

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